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E-commerce: o negócio
do futuro já começou,
mas você sabe disso?

O negócio do futuro é online. Prova disso é que o e-commerce cresceu 12% no Brasil e conquistou um faturamento de R$ 53,2 bilhões em 2018.
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Nathalia Marques

Mariana nasceu na geração millennial, ou seja, entre 1979 e 1995. Ela gosta de se manter antenada nas notícias e tendências e, para isso, navega muito na Internet. Inclusive, o ambiente online é algo que ela domina totalmente porque começou a navegar durante sua infância ou adolescência.

Por isso, quase não consome conteúdo offline, como TV, rádio e mídia imprensa. Além disso, faz suas compras online. Pesquisa muito sobre o produto, lê a avaliação de outros consumidores e faz sua compra em uma e-commerce.

Mariana não é uma pessoa real, mas poderia ser. Ela representa, com detalhes, o comportamento do novo consumidor. Considerado, por muitos especialistas, como mais crítico, mais antenado e que prefere agilidade no momento da compra, ou seja, prefere fazer tudo no online.

Há muitas Marianas no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa, há 116 milhões de pessoas conectadas à internet no Brasil.  O relatório Webshoppers, do Ebit/Nielsen, ainda revelou que no primeiro semestre de 2018, 58 milhões de consumidores brasileiros fizeram pelo menos uma compra online.

O que os “novos” consumidores procuram no e-commerce?

É essencial destacar, principalmente para empreendedores que ainda não aderiram ao e-commerce, que o ticket médio, ou seja, valor médio de compra no online, do “novo” consumidor, ficou em R$434.

Diante disso, podemos concluir que há uma boa oportunidade de negócio que pode ser explorada. Mas, afinal, o que ele mais compra no online? Vamos ao resultado do relatório Webshoppers.

Ranking de segmentos mais comprados no e-commerce brasileiro

1º Perfumaria, cosméticos e saúde

2º Informática

3º Alimentos e bebidas

4º Casa e decoração

5º Esporte e lazer

6º Eletrônicos

7º Eletrodomésticos

8º Moda e acessórios

Qualquer negócio pode ter um e-commerce

Observando os dados, é possível que muitos empreendedores tenham compreendido que o e-commerce realmente é o negócio do futuro, que inclusive já começou.

Só que muita calma. Será que todos os negócios podem ter um e-commerce? Quais são os requisitos para conquistar o sucesso? Para responder estas dúvidas, conversamos com Carolina Moreno.

Ela é diretora de Marketing na Original.io, principal empresa de experiência para o consumidor online no Brasil, e fundadora do Mulheres no E-commerce. Confira o bate-papo completo abaixo!

LABA Brasil: Segundo um estudo realizado pela Ebit/Nielsen, o e-commerce cresceu 12% no Brasil e atingiu um faturamento de R$ 53,2 bilhões em 2018.

O número expressa uma tendência e isso faz com que muitos empreendedores queiram investir no setor. Na sua opinião, qualquer negócio pode ter um e-commerce?

Carolina Moreno: Partindo da premissa que e-commerce, na teoria e ponto de vista de tecnologia, é qualquer transação de dinheiro online, o mercado vem mudando muito, unificando canais.  

Hoje praticamente qualquer negócio pode ter um e-commerce, desde venda de produtos, como serviços por meio de infoprodutos e até carros de luxo, exemplo da empresa Tesla que transaciona de maneira digital em uma de suas lojas. 

L.B.: Você já atua no setor faz alguns anos. Diante da sua ampla experiência, você poderia compartilhar quais são as características de um e-commerce de sucesso?

C.M.: Não existe uma receita de sucesso. porém, há caminhos que simplificam e diminuem a margem de erro na estratégia de um negócio online.

É preciso primeiro de tudo, saber para quem você quer vender e começar a desenhar um plano de negócios a partir deste ponto.

Saber como é a entrega e confecção do seu fornecedor (SLA de produção), escolher uma plataforma de e-commerce para gerenciar pedidos e transacionar online.

Além disso, criar um bom plano de mídia e marketing e entender qual o melhor canal para o seu negócio, são caminhos para começar a estratégia do seu canal online.

L.B.: O que um empreendedor precisa levar em consideração antes de abrir uma loja online?

C.M.: O principal ponto para se ter na mente é que o e-commerce não é tão simples, existem muitas estratégias que você pode aplicar. As ferramentas de BI e Analytics, por exemplo, nos trazem muitos números. Contudo, é essencial saber o que fazer com eles e isso é um grande desafio. 

L.B.: Um e-commerce, assim como qualquer outro negócio, exige uma estratégia de marketing.  Contudo, nem todos empreendedores realmente entendem a necessidade disso. Você poderia explicar qual a importância de uma estratégia de marketing para um e-commerce?

C.M.:  Ela é a alma do negócio. Escolher uma persona, desenhar onde a persona está, como ela se comporta, o que ela lê, o que ela consome online, são passos iniciais para começar a saber onde divulgar sua empresa para atrair seu público.

Além disso, desenhar um plano de mídia e conteúdo é tão importante quanto ter uma plataforma robusta de venda.  Afinal, não adianta você arrumar sua casa e deixá-la bonita se você não tiver convidados para mostrar isso, concorda?

L.B.: O consumidor do e-commerce é diferente do consumidor que realiza compras offline? Caso sim, quais são as principais diferenças entre os dois?

C.M.:  Se você me perguntasse isso há 5 anos eu diria que sim, mas hoje não mais. No ano de 2018 uma pesquisa do e-Bit apontou que a cada 10 pedidos realizados em lojas virtuais, 1 foi retirado na loja (pickup-in-store).

Ou seja, o consumidor já espera que uma marca tenha uma loja física e uma loja online e que, principalmente, tenha a flexibilidade de troca do produto. Ele espera retirar seu produto na loja física e que o vendedor saiba seu histórico de compra online.

Hoje não são canais apartados e que competem como era em alguns anos atrás. Hoje faz parte de uma coisa só, tudo porque vivemos a era da EXPERIÊNCIA de compra.

Desde o anúncio que o consumidor é impactado em um Instagram até a compra do produto na loja física. Existe uma jornada e varia a cada negócio. Só que entender essa jornada é imprescindível para uma boa estratégia de negócio.

Para finalizar, ressalto que focar no que seu consumidor procura, para que seu produto resolva algum problema, irá auxiliar na criação de uma estrutura de estratégias de vendas.

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