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3 conselhos incríveis
sobre empreendedorismo

Dados por palestrantes do Tedx Talks.
author
Nathalia Marques

Você não precisa ir longe para aprender sobre empreendedorismo com os maiores especialistas.  O TED Talks, por exemplo, desenvolve uma série de vídeos influentes de palestrantes sobre educação, negócios, ciência, tecnologia e criatividade.

Realizado em diversos países, o projeto seleciona nomes renomados de cada área para compartilhar conteúdos de alta qualidade. Diante disso, decidimos selecionar três palestras que apresentam conselhos de empreendedorismo para quem deseja abrir o próprio negócio. Confira!

#1. Todos podem ser empreendedores

O conselho de Lina Maria Useche Kempf, durante sua palestra no TEDx, é que todos podem abrir o próprio negócio. “Quais imagens e pessoas vêm à sua cabeça quando você pensa em empreendedores? [...] É muito fácil associar o empreendedorismo aos grandes nomes.

É muito fácil, obviamente, associar o empreendedorismo aos grandes homens e mulheres que transformaram a economia e que realizaram seus sonhos em grande estilo. Eu me dei conta que não era só eu que pensava assim. O Google também pensava assim.

Se você entrar no Google, agora, pesquisar “empreendedor” e buscar imagens, você vai encontrar homens, brancos, de terno e gravata, muito confiantes e bem-sucedidos. Aí eu pensei ‘bom, se o Google tudo sabe e ele sempre está certo, então, deve ser assim mesmo’.

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Será? [...] Eu aprendi que temos, no Brasil, mais de 45 milhões de empreendedores. Desses ‘só e apenas’ 99% são micros e pequenos. Pouco mais da metade são mulheres e esses micros e pequenos empreendedores são responsáveis por 85% da geração líquida de empregos no país.

Estima-se que ainda tenhamos no Brasil mais de 15 milhões de empreendedores na economia informal.

Foi assim que as imagens na minha mente começaram a mudar. Essas pessoas incríveis começaram a me ensinar que empreendedorismo era um pouco diferente do que eu imaginava. E que não era feito de poucas fotos; era feito de um mosaico de micros pedacinhos.

Era feito de microempreendedores que construíam a nação. Pessoas de todos os cantos do Brasil, de todas as origens, raças. [...] Eles enfrentam as próprias barreiras de não se verem empreendedores, de não se sentirem confiantes e empoderados o suficiente para dizer:

‘eu sou empreendedor e vou buscar uma formação ou vou me capacitar, entender como isso funciona. Isso aqui que eu tenho é um negócio. Vou fazê-lo crescer’.

#2. Um bom negócio é aquele que resolve um problema social

O que é um bom negócio? Esta pergunta há muito tempo paira no ar e Rogério Oliveira, ex-marqueteiro, estudante de filosofia e fundador do Movimento Buena Onda, decidiu tentar respondê-la em sua palestra.

“Quando a gente pensa em bom negócio, qual a primeira coisa que vem a nossa cabeça? [...] Um bom negócio é aquilo que dá dinheiro; um bom negócio é aquilo que tem uma boa margem, tem muito lucro, que vai me deixar talvez rico ou milionário. Isso é a visão de um bom negócio.

Queria que vocês imaginassem comigo: e se um bom negócio, na verdade, fosse uma empresa, como qualquer outra. Só que você criasse uma empresa não para maximizar lucros e ficar milionário, necessariamente, mas para resolver algum problema social ou ambiental.

Imagine que você trabalhasse para isso, que você tivesse algum produto ou serviço que acabasse com um problema. E a receita que você obtém vendendo esse produto ou serviço cobrasse o seu custo, gerasse lucro.

Só que o lucro não ficaria com você. Você se paga um bom salário, um ótimo salário de mercado, você vive bem. Só que o lucro, o que você faz com ele? Você reinveste sempre na empresa porque o foco é o problema social. [...] E se esse tipo de negócio existisse?

Esse tipo de negócio já existe. Essa é a boa notícia. Esse tipo de negócio se chama negócio social”.

#3. Questione seu negócio, mude vidas

Jorge Hoelzel Neto é graduado pela Unisinos em Administração de Empresas com habilitação em Comércio Exterior e possui cursos de MBA e Executivos pela FDC e Amana-Key. Atuando na Mercur S.A. como membro do Conselho de Administração e Facilitador, ele desenvolveu mudanças significativas na gestão de negócios.

Isso começou quando ele decidiu questionar o legado e o propósito da empresa.

“Chegamos à conclusão de que não estávamos gostando do que estávamos criando porque tudo era o mais do mesmo. Contratamos uma consultoria para tratar da estratégia. Essa empresa, ao invés de nos trazer respostas, veio nos fazer perguntas, muitas perguntas.

Talvez a mais importante e que a gente se permitiu fazer naquele momento foi ‘se a nossa empresa desaparecesse hoje, o que o mundo perderia?’. Depois de muito diálogo e conversa, a gente percebeu que não perderia nada.

O mundo não perderia nada porque o mundo está montado em um sistema de grandes estoques e capacidades produtivas. Até mesmos os colaboradores da empresa teriam novos empregos rapidamente.

A gente se assustou um pouco com isso e percebeu que nós participávamos de uma legião de batedores de carteira. Foi muito duro ter esta impressão dentro de nós. O que faz o batedor de carteira?

Ele tenta chegar na carteira do consumidor o mais rápido que todo mundo, pegando ela mais cheia e logo esvaziando para não deixar espaço para o concorrente. Diante disso, pensamos ‘será que esse é mesmo o nosso propósito depois de uma história de quase 90 anos?’.

Então, nos demos conta que devíamos voltar lá trás para olhar o que os fundadores tinham na cabeça quando eles decidiram abrir a empresa.

E a partir dos princípios e dos valores dos fundadores, nós trouxemos tudo para o presente e montamos os nossos princípios, que passamos a chamar de direcionadores.

O primeiro, e mais importante, é que atuamos em função das pessoas. [...] 

Parece algo simples e óbvio, mas quando a gente coloca as pessoas no foco, a gente percebe que o lucro passa a ser uma consequência”.

Curtiu conhecer os conselhos sobre empreendedorismo compartilhados por palestrantes do TED Talks? Esperamos que sim. É provável que você também tenha interesse em ler nosso artigo “Afinal, como ser um empreendedor?”.

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