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Empreendedorismo feminino:
desafios, superações e
como conquistar o sucesso

O empreendedorismo feminino está em alta no Brasil. Contudo, as mulheres que se arriscam nesta jornada precisam enfrentar diversos desafios!
author
Nathalia Marques

A relação —  mulher e trabalho — sempre foi marcada por muitos desafios. A luta pelo direito ao trabalho, condições trabalhistas mais dignas, salários mais juntos, marcaram a história delas.

Fazendo uma análise do passado para o presente, é possível identificar que muita coisa mudou. No entanto, ainda que nos tempos atuais muitas batalhas tenham sido ganhas, as mulheres ainda enfrentam obstáculos no mercado de trabalho.

E eles não se apresentam somente na relação de trabalho formal, mas também no momento de empreender.

Entretanto, as dificuldades parecem não impedir as mulheres de se arriscarem na jornada empreendedora. Prova disso é que, atualmente, o Brasil tem 24 milhões de mulheres empreendedoras, segundo o Sebrae.

Só que somente a coragem para abrir o próprio negócio, infelizmente, não é o bastante.

Os desafios do empreendedorismo feminino

O empreendedorismo, principalmente para as mulheres, envolve enfrentar uma série de dificuldades. Por isso, neste artigo, decidimos abordar os principais desafios das mulheres empreendedoras e como lidar com cada um deles. Confira!

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Falta de investimento

O investimento é um dos pilares mais importantes para que o empreendimento consiga prosperar, mas para as mulheres ele não é tão simples.

O estudo Babson College realizado nos EUA, por exemplo, mostra que dos 40% dos negócios chefiados por mulheres menos de 10% recebem investimentos.

No Brasil, o financiamento virou uma pauta de luta para as mulheres empreendedoras. Por aqui a realidade é muito parecida com a dos Estados Unidos e isso ocorre por conta de um problema estrutural ligado ao machismo.

A falta de investimento na mulher empreendedora está muito ligada com a cultura machista e esta barreira estrutural de acharem que as mulheres não sabem fazer negócios. Porém, em contraponto a isso, as pesquisas mostram que quando há investimento em mulheres empreendedoras, ela consegue ter um sucesso muito mais horizontal. Isso significa que, quando a mulher recebe investimento e faz sucesso, a comunidade toda envolta dela ganha mais,

— explica Alice Sosnowski,

a jornalista, empreendedora e professora da LABA Brasil. 

Para vencer a barreira da falta de investimento, as empreendedoras brasileiras estão se unindo.

A Rede Mulher Empreendedora por exemplo, realiza diversos eventos pelo Brasil para empoderar mulheres e também para mostrar a importância de realizar investimento no empreendedorismo feminino.

Além disso, a Rede conta com um programa de aceleração, que abre inscrição anualmente, e oferece mentoria e a possibilidade de investimento.

Outras iniciativas também oferecem investimento para negócios desenvolvidos por mulheres, como Itaú Mulher Empreendedora, W55, A.M.E.I entre outros.

Dificuldade para fazer networking

Sem acesso à investimento ou programa de aceleração, resta para as mulheres recorrer ao bom e velho networking, certo? Só que até mesmo neste ponto há dificuldades.

De acordo com o Sebrae, 42% dos homens têm mais chances de conhecer alguém que tenha começado a empreender nos últimos dois anos.

Já as mulheres somente 27% delas conseguem ter essa oportunidade.

Diante disso, a pergunta que fica é — como superar essa barreira? A resposta não é tão simples. As empreendedoras, infelizmente, terão que se esforçar muito mais para conquistar bons contatos.

Elas precisam, por exemplo, aprender como fazer networking de forma eficiente.

Também pode ser uma excelente ideia participar de eventos de mulheres empreendedoras. Afinal, todas passam pelos mesmos desafios e sabem da importância de fazer um bom networking.

Síndrome da impostora

A Síndrome do Impostor(a) é um estado psicológico no qual a pessoa não consegue reconhecer suas capacidades e quando conquista algo sente que tudo é uma fraude.

O termo foi desenvolvido em 1978 pelas psicólogas norte-americanas Pauline Clance e Suzanne Imes que estudaram o comportamento de 150 mulheres bem-sucedidas.

Apesar da síndrome não afetar apenas as mulheres, são elas a maioria. Segundo uma pesquisa da Universidade Dominicana da Califórnia, a síndrome atinge cerca de 70% da população norte-americana, especialmente mulheres.

Desta forma, este estado psicólogo acaba impactando mulheres empreendedores. Muitas não acreditam em suas capacidades, sentem que são uma fraude e podem acabar desistindo, com mais facilidade, da jornada empreendedora.

Para superar a síndrome da impostora, é muito importante que a empreendedora passe por um tratamento psicológico e busque o autoconhecimento. A professora da LABA explica que uma das suas dicas para os alunos é investir em conhecer a si mesmo.

O autoconhecimento é uma ferramenta fundamental para conseguir atuar na área. O empreendedor vai passar por altos e baixos e, tanto no fracasso como no sucesso, é necessário saber lidar com esses momentos. Eu sempre falo para os meus alunos: invista em autoconhecimento, nas suas habilidades empreendedoras, na resiliência, ousadia e na sua inteligência emocional, pois, com toda certeza, você conseguirá atuar melhor neste mercado,

—  Alice Sosnowski, professora da LABA Brasil.

Jornada dupla/tripla de trabalho

Além de gerenciar o seu negócio, as mulheres ainda são submetidas ao cuidado do lar e dos familiares, ou seja, acabam enfrentando dupla ou tripla jornada de trabalho.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que as mulheres trabalham 3,1 horas a mais do que os homens.

Isso significa que elas possuem uma carga de trabalho de 53,3 horas semanais.

Enquanto os homens possuem uma jornada de 50,2 horas por semana.

A luta para vencer este obstáculo não é tão simples e envolve toda a sociedade. É necessário que haja uma conscientização social da importância de dividir as tarefas domésticas. Isso envolve desde a educação das crianças até a conscientização dos adultos.

Ou seja, é um trabalho que envolve uma mudança cultural e que pode levar anos para se concretizar, mas que deve ser feito desde agora.

Por fim, vale lembrar que o empreendedorismo feminino de sucesso também requer capacitação e aquisição de novos conhecimentos.

Para quem está começando a empreender e também para quem está há muito tempo neste mercado, o conhecimento é muito importante. O empreendedor, antes de tudo, é um bom aprendiz,

— explica a professora Alice.

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Alice Salvo Sosnowski

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